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“Eu confiei que era o banco”: Justiça anula empréstimo feito por golpistas e condena instituição a indenizar cliente

  • Foto do escritor: Relacionamento Leonardo Santana Advocacia
    Relacionamento Leonardo Santana Advocacia
  • 12 de fev.
  • 2 min de leitura

Imagine receber uma ligação do “seu banco”. A pessoa do outro lado da linha sabe seu nome, seus dados e fala com segurança. Diz que há uma movimentação suspeita e que precisa da sua ajuda para evitar um prejuízo maior.


Você confia. Afinal, parece mesmo ser o banco.



Foi assim que um cliente em Campinas caiu no chamado golpe do falso funcionário. Durante a ligação, acreditando estar protegido, ele seguiu as orientações recebidas pelo telefone. O resultado foi devastador: um empréstimo consignado de R$ 10.000,00 foi contratado e uma transferência via PIX foi realizada.


Dias depois, além do susto, veio a frustração: parcelas começaram a ser descontadas automaticamente da conta. A sensação é de impotência. De culpa. De vergonha.Mas a verdade é uma só: a vítima não é responsável pelo golpe.


Diante da negativa do banco em resolver o problema de forma adequada, o caso foi levado à Justiça pelo escritório Leonardo Santana Advocacia.


O Juizado Especial Cível de Campinas reconheceu que houve falha na segurança da instituição financeira. A decisão foi clara: bancos têm o dever de proteger seus clientes e responder por fraudes que acontecem dentro do próprio sistema bancário.


O juiz determinou:

  • A anulação do contrato de empréstimo;

  • A devolução de R$ 11.705,73 ao cliente;

  • O pagamento de R$ 2.500,00 por danos morais.


Essa decisão representa mais uma importante vitória na defesa de consumidores vítimas de fraudes bancárias.


A sentença reforça algo essencial: o risco da atividade bancária não pode ser transferido ao consumidor. Não é razoável exigir que uma pessoa comum tenha o mesmo nível de proteção e conhecimento técnico que uma instituição financeira bilionária.


Golpes digitais são cada vez mais sofisticados. Os criminosos têm acesso a dados pessoais e utilizam engenharia social para manipular emocionalmente as vítimas. Isso não significa descuido da pessoa lesada, significa que os sistemas de segurança falharam.


Se você passou por algo parecido golpe via PIX, empréstimo não autorizado, valores transferidos indevidamente — saiba que é possível buscar:

  • Cancelamento do contrato;

  • Devolução integral do dinheiro;

  • Indenização pelos danos sofridos.


Você não precisa aceitar o prejuízo em silêncio.

Informação é proteção. E buscar seus direitos é o primeiro passo para recuperar não apenas o dinheiro, mas também a tranquilidade.


Mais um caso ganho pela Equipe juridica Leoanrdo Santana, os quais cuprimentamos Dr. Leoanrdo Santana e Dra. Laura Ferreira.

 
 
 

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